miércoles, mayo 02, 2018


“[...] por certo não é necessário subir até o centro do sol, mas sim ir rastejando até um lugarzinho limpo sobre a terra, que às vezes é iluminado pelo sol e no qual é possível se aquecer um pouco.”

domingo, febrero 14, 2016


Berubah!

miércoles, octubre 14, 2015

Risco do infinito



“Suponhamos que o tempo seja um círculo fechado sobre si mesmo. O mundo se repete, de forma precisa, infinitamente.
Na maior parte dos casos, as pessoas não sabem que voltarão a viver suas vidas. Comerciantes não sabem que farão o mesmo negócio várias vezes. Políticos não sabem que gritarão da mesma tribuna um número infinito de vezes nos ciclos do tempo. Pais e mães conservam na memória a primeira risada de seu filho como se nunca mais fossem ouvi-la. 
[...] Como os lojistas podem saber que cada suéter feito à mão, cada lenço bordado, cada doce de chocolate, cada bússola e cada relógio voltarão às suas prateleiras? Ao cair da tarde, os lojistas vão para casa encontrar suas famílias, ou beber cerveja nas tavernas, conversar alegremente com amigos nas galerias arqueadas, acariciando cada momento como um tesouro do qual tivessem posse apenas temporária. Como podem saber que nada é temporário, que tudo vai acontecer de novo? Tanto quanto uma formiga caminhando pela borda circular de um candelabro de cristal sabe que voltará ao ponto de partida.
[...] No mundo em que o tempo é um círculo, cada aperto de mão, cada beijo, cada nascimento, cada palavra serão precisamente repetidos. Também o serão todos os momentos em que dois amigos deixarem de ser amigos, toda vez que uma família se dividir por causa de dinheiro, toda frase maldosa em uma discussão entre cônjuges, toda oportunidade negada por causa da inveja, toda promessa não cumprida.
E, assim como todas as coisas serão repetidas no futuro, todas as coisas que estão acontecendo agora aconteceram um milhão de vezes antes. Em todas as cidades, algumas poucas pessoas, em seus sonhos, estão vagamente cientes de que tudo ocorreu no passado. Estas são as pessoas com vidas infelizes e elas sentem que todos os seus julgamentos injustos e ações incorretas e má sorte aconteceram no giro anterior do tempo. Nas profundezas da noite, esses desgraçados lutam com os lençóis, sem conseguir descansar, atordoados por saber que não podem mudar uma única ação, um único gesto. Seus erros serão rigorosamente repetidos nesta vida como o foram na anterior. E são essas pessoas duplamente infelizes que dão o único sinal de que o tempo é um círculo. Pois em cada cidade, tarde da noite, seus lamentos ecoam nas ruas e nas sacadas vazias.”
(Alan Lightman)

sábado, agosto 22, 2015

Casinha






















"As saudades que eu já tinha
 Da minha alegre casinha
 Tão modesta quanto eu.
 Meu deus, como é bom morar
 Num modesto primeiro andar
 A contar vindo do céu."

sábado, julio 11, 2015

Insípido

Um DeLorean seria o melhor veículo.
Um Trunks do futuro, para enviar ao passado, o melhor amigo.
...

Pois quando o aperto no peito vai para além da esofagite por refluxo,
A saudade se dilui em cada lágrima
O despertar é menos convidativo que fechar os olhos
E o dia parece mais enfadonho que o leilão de jóias na TV.

A vontade de berrar é camuflada e o grito não vai longe.
As folhas ao redor remetem à indiferença
A arte, ao ostracismo
O instrumento, ao desperdício.
E cada escala traz em si uma nova lembrança.

As palavras são como adagas ou kunais atiradas sem mira.
Os primeiros versos são insípidos
A mesa do bar, entediante
As pessoas na mesa, irritantes
E a porta de saída é sempre o melhor caminho.

Pois quando o aperto no peito vai para além do estresse muscular,
A saudade se confunde com a alegria de outrora
O despertar é mais proveitoso se vier em silêncio
E a noite parece mais eterna quando o rumo está perdido.

...

Um DeLorean...
Um Trunks...

miércoles, mayo 20, 2015

20

lunes, mayo 18, 2015

Jack up!